Dois filmes que trabalham com códigos do cinema de horror saíram premiados da 23ª Mostra de Tiradentes, que terminou na noite deste sábado (1º). Entre os longas, o cearense Canto dos Ossos, da dupla Petrus de Bairros e Jorge Polo, venceu a Mostra Aurora; entre os curtas, o fluminense Egum, com direção de Yuri Costa, levou a Mostra Foco.
Sobre o longa, o Júri Oficial pontuou que “um filme pode nos dizer coisas pela metade, pode errar ou exagerar e, no entanto, pode, à sua maneira, revelar epifanias que nos oferecem o intempestivo cristal de um segmento de tempo, de gesto, de susto privilegiado”. Já em relação ao curta, declarou que “na proposta de abordar a questão racial em sua dimensão sensível, encontramos um filme que se posiciona no âmbito do cinema de gênero, em busca de formas para as sensações de terror e desespero que com frequência atravessam o cotidiano dos corpos negros no Brasil”.
O Prêmio Carlos Reichenbach, dado pelo Júri Jovem ao melhor longa da Mostra Olhos Livres, foi para Yãmĩyhex – As Mulheres-espírito, realizado em Minas Gerais com direção de Sueli Maxakali e Isael Maxakali. “Esse filme é importante para mostrar nossa realidade a vocês”, disse a diretora, que saudou a maior presença de profissionais indígenas no audiovisual brasileiro. O Júri Jovem destacou, no filme, “a delirante efervescência da terra, a estética do estar, um manifesto de atravessamentos”.
O Prêmio Helena Ignez 2020, oferecido pelo Júri Oficial a um destaque feminino em qualquer função nos filmes das mostras Aurora e Foco, foi entregue pelas mãos da própria atriz e diretora. A vencedora foi a diretora de fotografia Lílis Soares, que esteve em Tiradentes participando de três trabalhos: os curtas Ilhas de Calor, na Mostra Jovem; Minha história é outra, na Mostra Foco; e o longa Um dia com Jerusa, na Mostra A Imaginação como Potência.
Conheça a seguir todos os premiados da 23ª Mostra de Tiradentes.
– Melhor longa-metragem Júri Popular: Até o Fim (BA), de Glenda Nicário e Ary Rosa.
Troféu Barroco;
Da Mistika: R$ 20 mil em serviços de finalização
Da Dot: Master DCP para longa até 120 minutos.
– Melhor curta-metragem Júri Popular: A Parteira (RN), de Catarina Doolan.
Troféu Barroco;
Da Ciario: R$ 5 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;
Do CTav: 20 horas de mixagem e empréstimo de câmera por duas semanas;
Da Mistika: R$ 6 mil em serviços de finalização
– Melhor curta-metragem pelo Júri Oficial, Mostra Foco: Egum (RJ), de Yuri Costa.
Troféu Barroco;
Da Ciario: R$ 5 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;
Do CTav: 20 horas de mixagem e empréstimo de câmera por duas semanas;
Da DOT Cine: duas diárias de correção de cor e máster DCP para curta de até 20 minutos;
– Melhor longa-metragem pelo Júri Jovem, da Mostra Olhos Livres, Prêmio Carlos Reichenbach: Yãmĩyhex – As Mulheres-espírito (MG), de Sueli Maxakali e Isael Maxakali.
Troféu Barroco;
Da Ciario: R$ 10 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;
Da Cinecolor: 5 diárias de correção de cor;
Da Dotcine: máster DCP para longa de até 120 minutos
– Melhor longa-metragem da Mostra Aurora, pelo Júri Oficial: Canto dos Ossos (RJ), de Jorge Polo e Petrus de Bairros.
Troféu Barroco;
Da End Post: R$ 40 mil em serviços de pós produção (laboratório digital, sync, dailies, conform, correção de cor, animação, composição, 3D e masterização);
Da Ciario: R$ 10 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;
Da Cinecolor: 5 diárias de correção de cor;
Da Dotcine: máster DCP para longa de até 120 minutos
– Prêmio Helena Ignez para destaque feminino: Lílis Soares, diretora de fotografia.
– Prêmio Canal Brasil de Curtas: Perifericu (SP), de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira.
Prêmio de R$ 15 mil.



