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Horror domina premiação da 23ª Mostra de Tiradentes

02/02/20 às 16:24 Atualizado em 02/02/20 as 16:30
Horror domina premiação da 23ª Mostra de Tiradentes

Dois filmes que trabalham com códigos do cinema de horror saíram premiados da 23ª Mostra de Tiradentes, que terminou na noite deste sábado (1º). Entre os longas, o cearense Canto dos Ossos, da dupla Petrus de Bairros e Jorge Polo, venceu a Mostra Aurora; entre os curtas, o fluminense Egum, com direção de Yuri Costa, levou a Mostra Foco.

Sobre o longa, o Júri Oficial pontuou que “um filme pode nos dizer coisas pela metade, pode errar ou exagerar e, no entanto, pode, à sua maneira, revelar epifanias que nos oferecem o intempestivo cristal de um segmento de tempo, de gesto, de susto privilegiado”. Já em relação ao curta, declarou que “na proposta de abordar a questão racial em sua dimensão sensível, encontramos um filme que se posiciona no âmbito do cinema de gênero, em busca de formas para as sensações de terror e desespero que com frequência atravessam o cotidiano dos corpos negros no Brasil”.

O Prêmio Carlos Reichenbach, dado pelo Júri Jovem ao melhor longa da Mostra Olhos Livres, foi para Yãmĩyhex – As Mulheres-espírito, realizado em Minas Gerais com direção de Sueli Maxakali e Isael Maxakali. “Esse filme é importante para mostrar nossa realidade a vocês”, disse a diretora, que saudou a maior presença de profissionais indígenas no audiovisual brasileiro. O Júri Jovem destacou, no filme, “a delirante efervescência da terra, a estética do estar, um manifesto de atravessamentos”.

O Prêmio Helena Ignez 2020, oferecido pelo Júri Oficial a um destaque feminino em qualquer função nos filmes das mostras Aurora e Foco, foi entregue pelas mãos da própria atriz e diretora. A vencedora foi a diretora de fotografia Lílis Soares, que esteve em Tiradentes participando de três trabalhos: os curtas Ilhas de Calor, na Mostra Jovem; Minha história é outra, na Mostra Foco; e o longa Um dia com Jerusa, na Mostra A Imaginação como Potência.

Conheça a seguir todos os premiados da 23ª Mostra de Tiradentes.

– Melhor longa-metragem Júri Popular: Até o Fim (BA), de Glenda Nicário e Ary Rosa.

Troféu Barroco;

Da Mistika: R$ 20 mil em serviços de finalização

Da Dot: Master DCP para longa até 120 minutos.

– Melhor curta-metragem Júri Popular: A Parteira (RN), de Catarina Doolan.

Troféu Barroco;

Da Ciario: R$ 5 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;

Do CTav: 20 horas de mixagem e empréstimo de câmera por duas semanas;

Da Mistika: R$ 6 mil em serviços de finalização

– Melhor curta-metragem pelo Júri Oficial, Mostra Foco: Egum (RJ), de Yuri Costa.

Troféu Barroco;

Da Ciario: R$ 5 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;

Do CTav: 20 horas de mixagem e empréstimo de câmera por duas semanas;

Da DOT Cine: duas diárias de correção de cor e máster DCP para curta de até 20 minutos;

– Melhor longa-metragem pelo Júri Jovem, da Mostra Olhos Livres, Prêmio Carlos Reichenbach: Yãmĩyhex – As Mulheres-espírito (MG), de Sueli Maxakali e Isael Maxakali.

Troféu Barroco;

Da Ciario: R$ 10 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;

Da Cinecolor: 5 diárias de correção de cor;

Da Dotcine: máster DCP para longa de até 120 minutos

– Melhor longa-metragem da Mostra Aurora, pelo Júri Oficial: Canto dos Ossos (RJ), de Jorge Polo e Petrus de Bairros.

Troféu Barroco;

Da End Post: R$ 40 mil em serviços de pós produção (laboratório digital, sync, dailies, conform, correção de cor, animação, composição, 3D e masterização);

Da Ciario: R$ 10 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;

Da Cinecolor: 5 diárias de correção de cor;

Da Dotcine: máster DCP para longa de até 120 minutos

– Prêmio Helena Ignez para destaque feminino: Lílis Soares, diretora de fotografia.

– Prêmio Canal Brasil de Curtas: Perifericu (SP), de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira.

Prêmio de R$ 15 mil.

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