Primeira referência foi O Iluminado, diz Marat sobre filme de abertura

Primeira referência foi O Iluminado, diz Marat sobre filme de abertura

 

Por Adriano Garrett, de Tiradentes 

 

Ator homenageado da 17ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Marat Descartes é o protagonista do filme que abriu o evento nessa sexta (24). Quando Eu Era Vivo, obra dirigida por Marco Dutra, é um thriller psicológico que se utiliza do terror como poucas vezes aconteceu na filmografia brasileira recente. Não à toa, uma obra emblemática desse gênero serviu como inspiração na sua preparação para o papel.

“A primeira referência que me veio à cabeça foi O Iluminado (filme de Stanley Kubrick). Assim que o Marco me contou a história eu lembrei da imagem do Jack Nicholson naquele filme, por causa do confinamento e da obsessão do personagem”, diz Marat.

No filme, que é baseado no romance A Arte de Produzir Efeito Sem Causa, de Lourenço Mutarelli, o ator paulista interpreta Junior, um homem que se muda para a casa do pai após perder a mulher e o emprego e acaba ficando cada vez mais obsessivo com o passado da família, borrando os limites entre realidade e insanidade.

Além de Marat, o elenco principal é composto por Antônio Fagundes, que interpreta o pai de Junior, e pela cantora Sandy Leah, que vive uma estudante de música que aluga um dos quartos do apartamento da família. Curiosamente, o ator tem uma relação antiga de admiração por Fagundes.

“Ao longo dos ensaios eu fui conhecendo o Fagundes e foi caindo um pouco o mito. Quando eu era adolescente, queria ser o Fagundes. A única vez que eu paguei o mico de tocar a campainha de alguém e pedir autógrafo foi com o Fagundes”, recorda Marat.

Quando Eu Era Vivo estreia nos cinemas brasileiros na próxima sexta-feira, dia 31 de janeiro, e será distribuído pela Vitrine Filmes.

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