Crítica: Estrada para o Norte

Crítica: Estrada para o Norte

 

Por Christian Costa

 

Ao entrar na sessão de um road movie finlandês , poucos espectadores estarão esperando uma comédia light. No entanto, é isso que esse longa é, para o bem e para o mal – é engraçado e divertido, mas também transborda clichês e certo tom piegas.

Timo (Samuli Edelmann) é um pianista bem-sucedido na vida profissional, mas que vive solitário após a separação de sua esposa, que foi junto com a filha morar em outra cidade. Inesperadamente, o pai de Timo (Vesa-Matti Loiri) reaparece após 35 anos distante e, sem cerimônia, leva o filho reticente para uma viagem em que ele encontrará diversos parentes com quem nunca teve contato.

O diretor Mika Kaurismäki, presente na sessão deste domingo (20) no Reserva Cultural, disse que tentou tratar com leveza o assunto delicado do reencontro muito tardio entre pai e filho. O cineasta alcança isso provocando muitos risos pelo total estranhamento entre os dois, que estão excelentes nos papéis dados.

Se a pretensão era realizar uma comédia leve que não fosse estúpida, Kaurismäki atingiu o alvo com precisão, graças ao carisma dos atores e à história que tem tom agradável de fábula. Mas, saindo da fantasia, a previsibilidade nos pontos centrais da trama e em algumas cenas (como quando os dois sobem num palco de karaokê para cantar e encontrar sua primeira sintonia fina) fazem com que haja também um gosto genérico ao fim do longa.

Estrada para o Norte está longe de ser ruim – pelo contrário, o filme é um belo passatempo. Só não espere nada realmente novo além do sabor finlandês em uma comédia que poderia facilmente ser norte-americana.

Nota: 7,5/10

 

Sessões do filme na Mostra:

Dia 21/10
15:20 – ESPACO ITAU DE CINEMA – FREI CANECA 1

Dia 29/10
17:30 – ESPACO ITAU DE CINEMA – FREI CANECA 4

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