Crítica: Escudo de Palha

Crítica: Escudo de Palha

 

Por Christian Costa

 

Uma boa pedida para quem estiver em busca de um filme de ação na Mostra é o novo longa do prolífico diretor japonês Takashi Miike.

Na história, um empresário riquíssimo coloca um anúncio em jornais oferecendo 1 bilhão de ienes a quem matar o assassino de sua neta. Após o criminoso se entregar em uma delegacia na província de Fukuoka, quatro agentes ficam responsáveis por escoltá-lo até Tóquio e protegê-lo de todos que estejam em busca da recompensa. Mas até que momento os próprios guardiões conseguirão não ceder à barbárie e dar cabo do prisioneiro que está tão próximo?

Escudo de Palha garante seu bom ritmo graças a um roteiro bem amarrado e uma boa produção que dá verossimilhança ao deslocamento sempre ameaçado do criminoso. Para quem está acostumado ao andamento mais pausado de Takeshi Kitano, o filme será uma corrida frenética permeada por momentos tensos, com destaque para o ótimo uso de planos fechados.

Nota: 8,5/10 (Ótimo)

 

PS: O grande destaque negativo do primeiro dia de Mostra foi a legendagem. O problema mais grave ocorreu na sessão de Escudo de Palha, na qual algumas legendas não foram exibidas, incluindo parte substancial da última fala do filme – essencial para o entendimento da conclusão. Felizmente, haviam legendas em inglês no próprio filme, mas se alguém estava dependendo somente da tradução em português, essa pessoa foi privada de boa parte da graça do longa.

 

Sessões do filme na Mostra:

Dia 20/10

20:00 – CINEMATECA – SALA BNDES

Dia 21/10

19:20 – ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA – FREI CANECA 2

Dia 22/10

20:15 – CINEMATECA – SALA BNDES

Dia 25/10

19:00 – CCSP – SALA PAULO EMÍLIO

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