Seção competitiva da Mostra de Cinema de Tiradentes voltada para realizadores com até três longas-metragens, a Mostra Aurora já tem definida a sua composição para 2019. Da lista inicial de 72 inscritos, a curadoria formada por Lila Foster e Victor Guimarães, com coordenação de Cleber Eduardo, selecionou os seguintes trabalhos: Desvio (PB), de Arthur Lins; Um Filme de Verão (RJ), de Jô Serfaty; A Rainha Nzinga Chegou (MG), de Junia Torres e Isabel Casimira Gasparino; A Rosa Azul de Novalis (SP), de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro; Seus Ossos e Seus Olhos (SP), de Caetano Gotardo; Tremor Iê (CE), de Elena Meirelles e Lívia de Paiva; e Vermelha (GO), de Getúlio Ribeiro.

“A mostra apresenta filmes que buscam desconstruir os códigos da ficção e do documentário, com dramaturgias que se desenham entre o passado da ancestralidade, o presente dos conflitos e a incerteza do futuro”, destaca a curadora Lila Foster. “Os trabalhos reúnem imagens que forjam experiências de conexão entre personagens, sua realidade local e os imaginários que surgem do encontro entre sujeitos, cultura e cinema; obras que se fazem entre a afirmação da presença dos corpos e a abertura à fabulação”.

Também curador, Victor Guimarães destaca a desconstrução de ficções tradicionais rumo a estratégias variadas e particulares de narração. “Algo que chama bastante atenção nesta edição são os regimes de atuação, que eventualmente sofrem variações dentro de um mesmo filme, indo do naturalismo ao antinaturalismo ou se utilizando de relatos aparentemente documentais que são incorporados aos artifícios da ficção”, diz.

 

Júri

A organização da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontece de 18 a 26 de janeiro, também anunciou os nomes que irão compor o Júri da Crítica nesta edição. A principal novidade é a inserção de dois nomes internacionais: a francesa Claire Allouche, pesquisadora de cinema que colaboradora em publicações como Trafic e CinétrENS, e o argentino Roger Koza, crítico, programador e curador com vasta experiência em festivais como Locarno, Veneza, Hamburgo e Mar de Plata.

O júri se completa com as presenças de Kênia Freitas, doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ e redatora da revista eletrônica Multiplot; Juliano Gomes, crítico, professor e escritor, redator na revista Cinética; e Izabel de Fátima Cruz Melo, doutora em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA/USP, integrante do Grupo de Pesquisa “História e Audiovisual: circularidades e formas de comunicação” e do Fórum Itinerante de Curadoria (FIC) e autora do livro Cinema é Mais que Filme: uma história das Jornadas de Cinema da Bahia – 1972-1978 (2016).

Além de selecionar o Melhor Filme da Mostra Aurora, que será agraciado com o Troféu Barroco (oficial do evento) e premiações em produtos e serviços cinematográficos, o Júri da Crítica também será responsável por escolher o melhor curta-metragem da Mostra Foco e o destaque feminino (das Mostras Foco e Aurora) para receber o Prêmio Helena Ignez.