Entre os dias 2 e 20 de outubro de 2017, o Cinusp exibe a Mostra Vibrações: A Música no Cinema, com uma seleção de filmes que busca explorar diversificadas experiências imersivas e sensoriais da música no cinema. O programa contempla variados gêneros e estilos musicais e cinematográficos em obras de diversas partes do mundo e momentos históricos.

Além da programação prevista, a mostra vai exibir videoclipes e curtas antes dos longas, representando também artistas fundamentais à história do videoclipe, como Derek Jarman, experiências contemporâneas de cineastas dirigindo videoclipes, caso de Spike Jonze, Michel Gondry e Romain Gavras, alguns cantores que dirigem os próprios videoclipes, como Kevin Abstract, Jaloo e Grimes, além de registros de outros artistas que aparecem em longas da mostra, como João Gilberto, Björk e a banda Sigur Rós.

A curadoria também apresenta a Sessão Vincent Moon, que contempla um conjunto de curta-metragens do cineasta francês com uma das maiores filmografias da história do cinema. Entre vários projetos audiovisuais, Vincent Moon viajou o mundo entre 2009 e 2013, registrando cenas folclóricas, músicas sagradas e rituais religiosos.

Conheça a seguir a programação completa da Mostra Vibrações: A Música no Cinema

           

02/10 | segunda

16h – Koyaanisqatsi: Uma vida fora de equilíbrio

19h – As Canções

 

03/10 | terça

16h – Heima

19h – The Hunting Ground (sessão Cinema E Corpo)

 

04/10 | quarta

16h – Ária

19h – The Velvet Underground and Nico

 

05/10 | quinta

16h – Dançando no Escuro

19h – Sessão Vincent Moon

 

06/10 | sexta

16h – Controle: A história de Ian Curtis

19h – Plataforma

 

09/10 | segunda

16h – The Dark Side of Oz

19h – Dançando no Escuro

 

10/10 | terça

16h – As Canções

19h – Controle: A história de Ian Curtis

 

11/10 | quarta

16h – Buena Vista Social Club

19h – Latcho Drom

 

16/10 | segunda

16h – Latcho Drom

19h – Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano

 

17/10 | terça

16h – The Velvet Underground and Nico

19h – The Dark Side of Oz

 

18/10 | quarta

16h – Heima

19h – Koyaanisqatsi: Uma vida fora de equilíbrio

 

19/10 | quinta

16h – Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano

19h – Buena Vista Social Club

 

Sinopses e Fichas técnicas

Ária

Aria

Reino Unido, 1987, 90’

direção: Bill Bryden, Bruce Beresford, Charles Sturridge, Derek Jarman, Franc Roddam, Jean-Luc Godard, Julien Temple, Ken Russell, Nicolas Roeg, Robert Altman

sinopse: Reunião de dez curtas-metragens, cada um apresentando a visão particular de um cineasta a partir de uma ária de ópera. Nomeado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1987.

 

As Canções

Brasil, 2011, 90’

direção: Eduardo Coutinho

sinopse: Documentário no qual os entrevistados cantam as canções que mais marcaram suas vidas e resgatam as lembranças evocadas por essas músicas.

 

Buena Vista Social Club

Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos da América, Cuba, Brasil, Espanha e França, 1999, 110′ direção: Wim Wenders sinopse: O filme documenta a cooperação e amizade entre o premiado músico Ry Cooder e os maiores nomes da história da música cubana pré-revolucionária que ficaram muitos anos no ostracismo. Alternados com depoimentos dos próprios músicos e pessoas que gravitam à sua volta, na paisagem urbana de Havana, há o registro de momentos antológicos de apresentações do grupo Buena Vista Social Club, uma referência a uma antiga casa de shows cubana que havia deixado de existir por volta dos anos 50, além do concerto triunfante no Carnegie Hall, em Nova York. O documentário é inspirado no álbum homônimo vencedor do Grammy e foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2000.

 

Controle: A História de Ian Curtis

Control

Reino Unido, EUA, Austrália e Japão, 2007, 122’ direção: Anton Corbijn sinopse: Ian Curtis, vocalista da banda inglesa Joy Division teve uma trajetória curta e intensa, ficou famoso por seu talento de letrista e por suas performances enigmáticas. Questões pessoais,profissionais e amorosas o levaram a cometer suicídio aos 23 anos.

 

Dançando no Escuro

Danser i Mørket

Dinamarca, 2000, 140′

direção: Lars Von Trier

sinopse: Selma Jezkova é uma mãe solteira da Tchecoslováquia vivendo nos Estados Unidos com uma doença hereditária que a faz perder a visão. Ela trabalha muito duro e guarda tudo o que ganha para pagar uma operação que irá prevenir que seu filho, um garoto de doze anos, tenha o mesmo destino. Para fugir da sua realidade miserável Selma tem devaneios em que imagina que as circunstâncias ordinárias e os indivíduos ao seu redor fazem parte de números de um musical. Vencedor da Palma de Ouro e do prêmio de melhor atriz para Björk em Cannes. A música “I’ve Seen it All” foi indicada ao Oscar de Melhor Música Original em 2000.

 

Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano

Brasil, 2009, 76’

direção: Henrique Dantas

sinopse: Baseado na história real de Jimmy Gralton, o filme narra os acontecimentos que se deram com a volta do líder socialista irlandês a Leitrim, sua cidade natal, onde fora perseguido. A reabertura de seu salão de dança e centro comunitário acaba chamando a atenção da igreja católica e de políticos, que o viam como uma ameaça à ordem moral.

 

Heima

ˈhɛiːma

Islândia, 2007, 94′

direção: Dean DeBlois sinopse: A banda Sigur Rós faz uma série de concertos gratuitos no verão de 2006 ao longo da Islândia. As apresentações ocorrem em paisagens remotas e contextos surpreendentes, como planícies de cinzas vulcânicas, fazendas de pesca abandonadas ou durante um protesto contra uma barragem numa área posteriormente inundada. Imagens das performances são entrecortadas com entrevistas dos membros da banda a respeito de música, viagem e a sensação de voltar para a terra natal.

 

Koyaanisqatsi – Uma Vida Fora de Equilíbrio

Koyaanisqatsi: Life Out of Balance

Estados Unidos, 1983, 85’

direção: Godfrey Reggio

sinopse: O filme revela como a humanidade se separou da natureza. As filmagens extensas de paisagens naturais e forças elementares dão lugar a cenas da civilização e da tecnologia modernas. Dada a falta de narração e diálogo, a produção traça seus pontos unicamente através de imagens e música.

 

Latcho Drom

França, 1993, 103’

direção: Tony Gatlif

sinopse: Latcho Drom, “estrada segura” no dialeto cigano, é um documentário pouco convencional, sem narração e com diálogo mínimo, que permite que a música e a dança falem por si mesmas. O filme acompanha o percurso de grupos nômades de ciganos durante um ano, do verão ao outono e do inverno à primavera. Eles partem da Índia e passam pelo Egito, Turquia, Romênia, Hungria, República Tcheca, Alemanha e França, até chegar à Espanha. À medida em que se aprofundam na Europa, sua musicalidade luminosa e vibrante ganha tons mais sombrios, tecendo um comentário poético e político sobre a perseguição aos povos ciganos durante o regime nazista e o preconceito que subsiste no continente. Foi exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes em 1993.

 

Plataforma

站台 - Zhàntái

China, 2000, 154’

direção: Jia Zhangke

sinopse: Situado em Fenyang, na província de Shanxi, China, o filme segue a trajetória de Minliang e seus companheiros do grupo performático estatal “Grupo de Trabalho Cultural Rural de Fenyang” durante a década de 1980. De início, a trupe dedica-se a peças teatrais de propaganda e canções nacionalistas em homenagem ao Grande Líder Mao Zedong. Após sua privatização forçada, a trupe se reinventa e muda de nome para “Banda Eletrônica Shenzhen Allstars de Rock e Breakdance”, especializando-se em versões de sucessos pop e números de dança um pouco mais ousados.

 

The Dark Side of Oz

Estados Unidos, 1939, 101’

direção: Victor Fleming

sinopse: Após um tornado em Kansas, Dorothy Gale, de 11 anos, vai parar com sua casa e seu cachorro na fantástica e colorida Oz. Porém, o seu maior desejo é retornar ao lar, e apenas um mágico pode ajudá-la. Para chegar a ele, Dorothy viverá uma aventura inesquecível através do caminho de tijolos amarelos.

“The Dark Side Of Oz” é o nome dado ao efeito de se reproduzir simultaneamente o filme “O Mágico de Oz” e o disco conceitual “The Dark Side Of The Moon”. Fãs da banda e do filme já conseguiram compilar mais de 100 momentos de sincronicidade entre o filme e o disco, como as batidas de coração que ressoam enquanto Dorothy encosta seu ouvido no peito do Homem de Lata. O Pink Floyd já negou diversas vezes que a sincronicidade tenha sido intencional.

 

The Velvet Underground and Nico

The Velvet Underground and Nico: A Symphony of Sound

Estados Unidos, 1966, 70’

direção: Andy Warhol

sinopse: Filmagem em 16mm de um ensaio da banda The Velvet Underground com a cantora Nico, ainda presente nesta formação. Trata-se de uma sessão de improvisação, tanto musical quanto cinematográfica, em que Andy Warhol acompanha a música com estranhos movimentos de câmera, experimentos de luz, zoom e foco, criando um efeito hipnótico que beira o transe.

 

Sessão Vincent Moon

O cineasta francês independente tem viajado ao redor do mundo nos últimos dez anos filmando desde a música tradicional de pequenas aldeias até concertos de bandas muito conhecidas.

 

Os curtas reunidos neste programa:

Tom Zé (Brasil, 2010, 15’21’’)

One Man Nation (Singapura, 2011, 08’)

Naná Vasconcelos (Brasil, 2011, 13’44’’)

Nur-Zhovkhar (Chechênia/ Cáucaso do Norte/ Rússia, 2012, 09’58’’)

Xamba – Alessandra Leão (Brasil, 2011, 15’08’’)

Pauchi Sasaki (Peru, 2013, 08’11’’)

Thalma & Laércio Freitas (Brasil, 2011, 15’28’’)

 

Serviço

Mostra Vibrações: A Música no Cinema

Data: De 2 a 20 de outubro de 2017

Local: Cinusp Paulo Emílio (Rua do Anfiteatro, 181 – Colmeia, Favo 04 – Cidade Universitária – São Paulo – SP)

Entrada gratuita – 100 lugares

Telefone: (11) 3091-3540 / cinusp@usp.br

Site: www.usp.br/cinusp / www.facebook.com/cinusp