De 21 a 24 de setembro de 2017, o Espaço Itaú de Cinema – Augusta recebe a segunda edição do Festival Internacional Move Cine Arte, dedicado à exibição de filmes de arte sobre arte.

A seleção possui curadoria do brasileiro Andre Fratti Costa e do italiano Steve Bisson e retrata processos de criação artística, biografias de artistas ou obras de linguagens diversas. Algumas sessões serão seguidas de debate.

A mostra é itinerante e traz 11 dos 28 filmes selecionados para serem exibidos no Itaú Cultural, enquanto os outros 17 serão apresentados no B_arco Centro Cultural Contemporâneo e no Espaço Marieta. Os filmes premiados foram exibidos em Veneza no dia 10 de junho e,  depois de São Paulo, serão exibidos em Paris, em novembro.

Conheça a programação completa do Festival Internacional Move Cine Arte

 

21/9 – quinta-feira

20h – Master and Tatyana

 

22/9 – sexta-feira, a partir das 20h

20h – A Deusa Branca + Monument – sessão seguida de debate

 

23 de setembro, sábado

17h – 15 Attemps + Amarillo Ramp

19h – Catawba + Silent Spring + DOVNQSNOAN + El coral que trajimos de Brasil – sessão seguida de debate

 

24 de setembro, domingo

16h – The Karamazoffs

18h – Along Chapel Road – sessão seguida de debate

 

Sinopses e Fichas técnicas

Master and Tatyana (Giedre Zickyte, Lituânia, 2014, 82 min)

Um retrato interessante do fotógrafo lituânio Vitus Lucks (1943-1987), que nunca recebeu o reconhecimento que merecia. Alguns o chamavam de louco, outros de gênio não só porque ele tinha como animal de estimação um leão, mas também porque ele foi o primeiro a ultrapassar as fronteiras da Lituânia e documentar a realidade espontânea das repúblicas soviéticas. Ele trabalhava tanto quanto bebia, vivia em Vilnius com sua esposa Tatyana – eles eram um típico casal vibrante da década de 60. Tão vibrante como a sua casa, sempre cheia de gente, vinho, conversas que duravam a noite inteira, visitantes vindos dos lugares mais distantes da união soviética. Ele era dominado por sua paixão pela verdade e pela fotografia.

 

A Deusa Branca (Alfeu França, Brasil, 2014, 30min53)

Em 1958, o artista e arquiteto Flávio de Carvalho integrou uma expedição à região amazônica. Seus planos eram de realizar um filme de pinceladas surrealistas que uniria pesquisa etnográfica e o drama ficcional de uma menina branca que teria sido raptada por índios. A produção se revelou um enorme fracasso e o longa metragem jamais foi concluído. Valendo-se do precioso material filmado durante a expedição, A Deusa Branca resgata esse obscuro episódio da vida desse genial artista brasileiro.

 

Monument (Igor Grubić, Croácia, 2015, 50min)

Durante os anos de 1990, a Croácia sofreu uma destruição sistemática em seus monumentos antifascistas. Com a combinação de imagens desses incríveis trabalhos de escultura abstrata com uma natureza potente que os cerca, o filme Monument cria uma poderosa metáfora visual.

 

15 Attemps (Aliona van der Horst, Holanda, 2014, 50min)

Suchan Kinoshita é uma artista holandesa com descendência japonesa e alemã. Ela é fascinada pelo sentimento de não entender algo e se deixar levar das expectativas. Ela diz: “Compreender é superestimado, é preciso tomar como ponto de partida o sentimento de não entender para se ter um relacionamento com as coisas que nos cercam.” Cineasta e artista Aliona van der Horst realizou esse filme, ou “tentou 15 vezes” (15 attempts) levando isso conta. Durante esses riscos humorados, a cineasta começa a fazer parte da exploração da protagonista, porque “poesia concreta é o que está na sua frente”. Cada tentativa chega cada vez mais perto do que é primordial no trabalho de Kinoshita: a confusão que essas tentativas causam proporcionam um espaço para que se tenha uma abordagem surpreendente sobre a existência.

 

Amarillo Ramp (Bill Brown and Sabine Gruffat, Estados Unidos, 2016, 24min)

O filme Amarillo Ramp mostra de forma poética o último trabalho do importante artista Robert Smithson, que morreu durante um sobrevoo ao local. De forma inventiva, este filme média-metragem confere significados e chaves para perceber o local da intervenção artística na paisagem. Um filme de Bill Brown e Sabine Gruffat (EUA).

 

Catawba (Rob Carter, Estados Unidos, 2014, 5min)

Em homenagem aos Kawahcatawbas – o povo do rio – o Rio de Catawba é uma fonte fundamental das Carolinas (do Norte e do Sul dos Estados Unidos), principalmente devido ao rápido desenvolvimento do subúrbio de Charlotte. O rio, que possui muitas barragens, é uma importante fonte de hidroeletricidade e fornece água tanto para força nuclear quanto para usina de carvão. O vídeo é um pequeno retrato do rio e de sua reforma completa no último século.

 

Silent Spring (Isabelle Hayeur, Canadá, 2015, 18min)

Inspirado pelo livro de mesmo nome escrito pela bióloga americana Rachel Carson, que foi aclamado pela contribuição do banimento do pesticida DDT, como também pelo alarme causado ao movimento ambiental. Usando metáforas visuais, este trabalho alude aos problemas causados pela industrialização, através da evocação do impacto na saúde, nos ecossistemas e no clima.

 

DOVNQSNOAN (John Manceau, Suécia, 2015, 3min)

Um filme que mistura a voz baixa do poeta sueco Jörge Lind, a música hipnótica do artista Lars Falk e um incrível material de arquivo. Uma rara alquimia que gera uma poderosa e efêmera transe que parece nos impulsionar ao coração da nossa origem misteriosa, no significado que serpenteia a nossa memória de ancestralidade comum.

 

El coral que trajimos de Brasil (Martin Serra, Argentina, 2017, 29min)

Depois de 45 anos, o pintor argentino Guillermo Roux e sua esposa Franca Beer assistem, pela primeira vez em um laptop, um filme mudo de 16mm esquecido em sua casa realizado pelo cineasta Simon Feldman no verão de 1968 ou de 1969. Suas emoções mudam a cada segundo. No filme, eles assistem a um jovem Guillermo trabalhando e pintando em uma piscina vazia e muitas pessoas em volta da mesma piscina, agora cheia, em uma tarde de verão. Esse é o ponto inicial do filme no qual eles irão refletir sobre a passagem de tempo, os anos felizes, a velhice e a história de 50 anos atrás na Argentina.

 

The Karamazoffs (A walk on the SoHo years) (Juan Gamero and Carmen Rodríguez, Espanha, 2016, 85min51)

Na década de 1960, fábricas abandonadas no bairro de SoHo em Nova York eram ocupadas por artistas de todo o mundo, transformando o bairro no coração da arte experimental, com o crescimento rápido de estúdios, arte conceitual, acontecimentos, performances e vídeoarte. Os Karamazoffs é um grupo de artistas renomados de Barcelona (Muntadas, Miralda, Zush e Rober Llimós, entre outros) que começaram suas carreiras em Nova York no começo dos anos 1970 e construíram uma amizade que existe até hoje. Juntos e com outros pioneiros daquela época como Jonas Mekas e Jaime Davidovich, eles relembram as origens e a ascensão e a queda de um dos períodos mais coloridos na arte contemporânea. Com a ajuda de cenas excepcionais vintages contando com Charlotte Moorman, Yoko Ono, Nam June Park, Fluxus, Lou Reed e Velvet Underground, Andy Warhol, Mekas, Davidovich, SoHo cable Tv, George Maciunas, Laurie Anderson e os Karamazoffs.

 

Along Chapel Road (André Schreuders, Holanda, 2016, 96min07)

Um cineasta que encontrou seu asilo em um romance, tenta mediante a esperança extrair desse mundo uma realidade. O resultado é um diálogo de imagens e palavras entre o escritor e o cineasta, sobre sonhar em vão e a urgência de persistir compulsivamente em criar arte para consolação e evocação. Sobre o pequeno precioso momento que muda nossa perspectiva. E, desta forma, é tudo que é. Com excertos da famosa novela Chapel Road do Louis Paul Boon.

 

Serviço

Festival Internacional Move Cine Arte

Data: De 21 a 24 de setembro de 2017

Local: Espaço Itaú – Augusta (Rua Augusta, 1475 – Cerqueira César, São Paulo – SP)

Entrada gratuita – ingressos distribuídos uma hora antes da sessão

Canal do Itaú Cultural: http://www.itaucultural.org.br/explore/canal/

Site: http://www.itaucinemas.com.br/pag/mostra-itau-cultural-sao-paulo

Telefone: (11) 2168-1777