O filme Big Jato, dirigido pelo pernambucano Cláudio Assis, foi o grande vencedor do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro entre os longas-metragens. O trabalho levou cinco troféus do júri oficial na cerimônia realizada na noite desta terça-feira (23): melhor filme, melhor ator (Matheus Nachtergaele), melhor atriz (Marcélia Cartaxo), melhor roteiro (Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco) e melhor trilha sonora (DJ Dolores).

A primeira exibição do filme no evento foi marcada pelas vaias da plateia e pelos gritos de “machista” direcionados ao diretor Cláudio Assis graças às interrupções e comentários realizados por ele e pelo também cineasta Lírio Ferreira em um debate recente no Recife a respeito do filme Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert.

Entre os curtas, o vencedor da categoria melhor filme foi Quintal, de André Novais Oliveira.

Conheça a seguir todos os vencedores do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

 

FILME DE LONGA METRAGEM – Júri Oficial

Melhor Filme de longa metragem – R$ 100.000,00

Big Jato, de Cláudio Assis

 

Melhor Direção – R$ 20.000,00

Aly Muritiba, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Ator – R$ 10.000,00

Matheus Nachtergaele, por Big Jato

 

Melhor Atriz – R$ 10.000,00

Marcelia Cartaxo, por Big Jato

 

Melhor Ator Coadjuvante – R$ 5.000,00

Lourinelson Vladmir, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 5.000,00

Giuly Biancato, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Roteiro – R$ 10.000,00

Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco, por Big Jato

 

Melhor Fotografia – R$ 10.000,00

Pablo Baião, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Direção de Arte – R$ 10.000,00

Monica Palazzo, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Trilha Sonora – R$ 10.000,00

DJ Dolores, por Big Jato

 

Melhor Som – R$ 10.000,00

Claudio Gonçalves e Flávio Bessa, por Fome

 

Melhor Montagem – R$ 10.000,00

João Menna Barreto, por Para Minha Amada Morta

 

Prêmio Especial do Juri

Jean-Claude Bernardet, por Fome

 

 

FILME DE CURTA OU MÉDIA METRAGEM – Júri Oficial

Melhor Filme de curta ou média metragem – R$ 30.000,00

Quintal, de André Novais

 

Melhor Direção – R$ 10.000,00

Nathália Tereza, por A Outra Margem

 

Melhor Ator – R$ 5.000,00

João Campos, por Cidade Nova

 

Melhor Atriz – R$ 5.000,00

Maria José Novais, por Quintal

 

Melhor Roteiro – R$ 5.000,00

André Novais, por Quintal

 

Melhor Fotografia – R$ 5.000,00

Leonardo Feliciano, por À Parte do Inferno

 

Melhor Direção de Arte – R$ 5.000,00

Fabiola Bonofiglio, por Tarântula

 

Melhor Trilha Sonora – R$ 5.000,00

Sérgio Pererê, Carlos Francisco, Gabriel Martins e Pedro Santiago, por Rapsódia para o Homem Negro

 

Melhor Som – R$ 5.000,00

Léo Bortolin, por Command Action

 

Melhor Montagem – R$ 5.000,00

Pablo Ferreira, por Afonso é uma Brazza

 

Prêmio Especial do Júri (Pela feliz conjugação entre o trabalho de direção e atuação coletiva):

História de uma Pena, de Leonardo Mouramateus

 

 

PRÊMIOS DO JÚRI POPULAR – para os filmes escolhidos pelo público, por meio de votação em cédula própria:

Melhor Filme de longa metragem – R$ 40.000,00

A Família Dionti, de Alan Minas

 

Melhor Filme de curta ou média metragem – R$ 10.000,00

Afonso e uma Brazza, de Naji Sidki e James Gama

 

 

PRÊMIOS – TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – JÚRI OFICIAL

Melhor Longa-Metragem – R$ 80.000,00

Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman

 

Melhor Curta-Metragem – R$ 30.000,00

A Culpa é da Foto, de Eraldo Peres, André Dusek e Joedson Alves

 

Melhor Direção – R$ 6.000,00

John Howard Szerman, por Santoro – o Homem e sua Música

 

Melhor Ator – R$ 6.000,00

Davi Galdeano, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Atriz – R$ 6.000,00

Simone Iliescu, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Roteiro– R$ 6.000,00

Marcelo Müller, Ricardo Tiezzi, José Rezende Jr. e André Ristum, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Fotografia – R$ 6.000,00

Lelo Santos, por O Escuro do Medo

 

Melhor Montagem – R$ 6.000,00

Armando Bulcão, por Alma Palavra Alma

 

Melhor Direção de Arte – R$ 6.000,00

Beto Grimaldi, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Edição de Som– R$ 6.000,00

Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Captação de Som– R$ 6.000,00

Toninho Muricy, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Trilha Sonora– R$ 6.000,00

Alessandro Santoro, por Santoro – O Homem e sua Música

 

 

Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal – Júri Popular

Melhor filme de longa metragem: R$ 20.000,00

O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum

 

Melhor filme de curta metragem: R$ 10.000,00

Ninguém Nasce no Paraíso (Matriz Proibida), de Alan Schvarberg

 

 

Prêmio ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo

Conferido pela ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo a profissional do audiovisual do Distrito Federal

Homenagem ao ator Gê Martu

 

 

Prêmio Canal Brasil

Cessão de um Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil e o troféu Canal Brasil, ao Melhor filme de curta metragem selecionado pelo júri Canal Brasil.

Filme: Rapsódia para o Homem Negro, de Gabriel Martins

 

 

Prêmio exibição TV Brasil

O título premiado integrará a programação da emissora.

Melhor filme de longa metragem – R$ 50 mil

Filme: Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman

 

 

Prêmio Marco Antônio Guimarães

Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que destaca  o uso de material  de arquivo e de pesquisa  cinematográfica.

Filme: Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman

 

 

Prêmio ABRACCINE – O Prêmio da Crítica

Por fazer o retrato sensível de uma solidão usando a música como condutor narrativo dos sentimentos, humanizando um personagem a princípio duro e impenetrável, o Júri Abraccine concede o Prêmio da Crítica de melhor curta-metragem a

A Outra Margem, de Nathália Tereza

 

Por construir através de imagens potentes o ressentimento e a obsessao de seu protagonista e pela construcao de uma crescente tensao dentro de cada plano do filme, o Júri Abraccine concede o Prêmio da Crítica de melhor longa-metragem a

Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba

 

Prêmio SARUÊ – (20º Prêmio Saruê) – Confeccionado pelo artista Francisco Galeno e definido, em votação, pelos integrantes do jornal Correio Braziliense, o troféu é dedicado ao melhor momento do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Entre fissuras de uma seleção de filmes, inicialmente impecável, e vaias questionáveis, mas bem-vindas – enquanto manifestação; o Festival, aos 50 anos, perpetua o viés político. E é no templo, ou melhor, na Igreja – como identificou Walter Carvalho, ao falar do Cine Brasília — que nós, da equipe do Correio, celebramos a existência da diversidade. Independente de méritos artísticos, um discurso potente e qualificado conquistou os ouvidos dos espectadores de Copyleft. Pelo conteúdo embasado e tocante, RODRIGO CARNEIRO, seu discurso merece o Saruê.

 

 

Jurados

JÚRI MOSTRA COMPETITIVA DE FILMES DE LONGA METRAGEM

Amir Labaki – é crítico de cinema, curador, dramaturgo e cineasta. É o fundador e diretor do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Foi ainda por duas vezes diretor técnico do Museu da Imagem e do Som da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (1993-1995, 2003-2005). Formado em cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP em 1985, foi editorialista, crítico de cinema e correspondente cultural em Nova York da Folha de S. Paulo. Desde maio de 2002, é colunista do diário de economia e negócios Valor Econômico.  Autor de treze livros de cinema e história, entre os quais O Cinema Brasileiro – De ‘O Pagador de Promessas’ a ‘Central do Brasil’ (1998) e Introdução ao Documentário Brasileiro (2006). Escreveu ainda para teatro a peça Lenya (2006) e cotraduziu e produziu a estreia brasileira de Depois do Ensaio, de Ingmar Bergman (2014). Dirigiu o documentário de longa metragem 27 Cenas sobre Jorgen Leth (2008) e a telessérie Cineastas do Real (2015). Desde novembro de 2004, Labaki dirige, escreve e apresenta o programa semanal de documentários É Tudo Verdade no Canal Brasil.

 

Ana Cecília Costa – atriz profissional, bacharel em cinema (Estácio de Sá/RJ) e mestre em comunicação e semiótica (PUC/SP). Com mais de vinte anos de carreira, Ana iniciou sua trajetória como atriz no Curso Livre de Teatro da Universidade Federal da Bahia em 1989. Desde a década de noventa, tem atuado nas diversas emissoras do RJ e SP. Seus últimos trabalhos na TV Globo como Dona Virtuosa (Cordel Encantado, 2011) e Gaia (Jóia Rara, 2013) receberam destaque na crítica especializada. Foi assistente de direção do austríaco Herbert Brodl em dois longas-metragens, bem como assistente de montagem. Em Berlim, protagonizou em alemão, a peça Hahnemkamme, sob direção do polonês Andrej Woron, e atuou no filme Brain Dogs (direção Zsolt Bacs). No cinema brasileiro, atuou em Capitães de Areia (direção Cecília Amado), pelo qual ganhou prêmio Contigo 2012 de melhor atriz (júri popular); Garotas do ABC (Carlos Reichebach), entre vários curtas-metragens. Entre 2014 e 2015, atuou em quatro longas, que estão em fase de finalização: Jonas e a Baleia (direção Lô Politi); Lua em Sagitário (direção Márcia Paraíso); Escaravelho do Diabo (direção Carlos Milani) e 3×4 (direção Adriana Vasconcelos). Atualmente, está em cartaz no teatro em São Paulo com o espetáculo A Língua em Pedaços, sob direção de Elias Andreato.

 

Cláudio Marques – dirigiu, roteirizou e montou  sete curtas, entre eles os premiados Nego Fugido e Carreto. Depois da Chuva, seu primeiro longa-metragem, estreou no 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde recebeu os prêmios de Melhor Ator (Pedro Maia), Roteiro (Cláudio Marques) e Trilha Sonora. A estreia internacional do longa foi no Festival de Cinema de Rotterdam, em 2014. Cláudio idealizou e hoje coordena o Espaço Itaú de Cinema – Glauber Rocha, localizado no Centro Histórico de Salvador – Bahia. Ele também idealizou e coordena o Panorama Internacional Coisa de Cinema, festival que chega à 11ª edição em 2015.

 

Iberê Carvalho – é um dos sócios da produtora Pavirada Filmes. Nascido em Brasília em 1976, estudou antropologia, jornalismo e fez especialização em direção cinematográfica na Espanha. Sua primeira experiência com cinema foi como ator em oficina ministrada por Nelson Pereira dos Santos em 1995. Iniciou sua carreira como cineasta no ano 2000 com o curta documentário Cela de Aula vencedor do Festival de Cinema e Vídeo de Santo André. Seu primeiro trabalho de ficção, Suicídio Cidadão, recebeu diversos prêmios incluindo o de Melhor Filme 16mm no 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Como curta-metragista escreveu e dirigiu nove filmes que foram exibidos em festivais de diversas cidades do mundo, como Toulouse, Paris, Athenas, Bruxelas, Los Angeles, Seattle, Huston, Montevideo, Havana, Mazatlan, Caracas, Barcelona, Valência, Londres, Bilbao, Lisboa e em vários festivais brasileiros. Dentre as premiações que recebeu destacam-se o Coral de Melhor Curta no 31º Festival Internacional de Cinema de Havana, Cuba e Melhor Curta no Festival Internacional de Cinema do Panamá com o filme Para Pedir Perdão; e o prêmio Cartoon Network de melhor conteúdo para o público infantil no Festival Prix Jeunesse Iberoamericano, com o filme Procura-se. Em 2012, escreveu e dirigiu o documentário Maria Lenk, a essência do espírito olímpico exibido nos canais ESPN e ESPN Brasil. Seu primeiro filme de longa-metragem, O Último Cine Drive-in, recebeu diversos prêmios incluindo o de Melhor Filme no 18º Festival Internacional de Punta Del Este, no Uruguai, além de ter sido exibido nos festivais de Chicago, Beijing, Austin, Zanzibar, Rio, Gramado e La Plata.

 

Joel Zito Araújo – há 26 anos que produz e dirige documentários e filmes de ficção sobre temas sociais relevantes para o país, especialmente aqueles ligados à população afro-brasileira. Seu primeiro longa-metragem, A Negação do Brasil, sobre a história do negro nas telenovelas brasileiras, ganhou o prêmio de melhor documentário brasileiro no festival É Tudo Verdade em 2001. O longa-metragem de ficção Filhas do Vento reuniu o maior elenco negro da história do cinema brasileiro e ganhou oito kikitos no Festival de Gramado, além de ter sido o filme vencedor do Festival de Tiradentes, em 2006. O longa-metragem Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado, documentário sobre o turismo sexual no país, foi exibido no Brasil e no exterior. Raça, seu ultimo longa, também participou de vários festivais nacionais e internacionais. Joel é PhD em comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) e foi professor-visitante na Universidade do Texas, em Austin (EUA), onde fez seu pós-doutorado. Ele tem dois livros publicados, escreve extensamente sobre a mídia e a questão racial no país.

 

Luelane Corrêa – formada em cinema, pela Universidade Federal Fluminense. Dirigiu os documentários Machado de Assis (2008); A Cidade e o Poeta (2007) e Como se Morre no Cinema (2002), Sol de Oro no Festival de Biarritz e vencedor de 11 prêmios nacionais. Montadora e assistente de direção, Luelane trabalha com Nelson Pereira dos Santos desde o filme Memórias do Cárcere. Assina a montagem de A Música segundo Tom Jobim. Foi diretora assistente nos filmes de Hugo Carvana, com quem trabalhou desde O Homem Nu. Recebeu prêmio de Melhor Montagem pelos filmes Áurea, de Zeca Ferreira; O Quinze, de Jurandir Oliveira e Rio de Memórias, de José Inácio Parente. É orientadora de roteiro do Projeto Animação e do Revelando os Brasis, pelo Instituto Marlin Azul.

 

Werner Schünemann – ator, diretor e roteirista, nasceu em Porto Alegre em 1959 e se formou em história pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atuou em vários curtas, entre eles O pulso (1997), de José Pedro Goulart, que também escreveu e pelo qual ganhou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Brasília. É um dos fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre e dirigiu alguns longas-metragens premiados, como O mentiroso (1988), Melhor Filme, Melhor Direção e Prêmio do Público no Festival de Brasília; Me beija (1984), Melhor Direção no Festival de Brasília e Coisa na roda (1982). Seu trabalho mais conhecido é como ator, tendo atuado em filmes de destaque no cinema nacional, tais como Netto e o domador de cavalos (2010), de Tabajara Ruas; Nosso lar (2010), de Wagner de Assis; Histórias de Alice, de Oswaldo Caldeira; Bens confiscados (2004), de Carlos Reichenbach, com o qual recebe o prêmio de melhor ator no Cine Ceará; Quase dois irmãos (2004), de Lúcia Murat; Didi quer ser criança (2004), de Alexandre Boury e Reynaldo Boury; Olga (2004), de Jayme Monjardim; A paixão de Jacobina (2002), de Fábio Barreto e Netto perde sua alma (2001), de Beto Souza e Tabajara Ruas, prêmio do Festival de Brasília como Melhor Ator.  Atuou também em novelas, como Passione, Senhora do destino, Começar de novo e Babilônia; e nas minisséries A casa das sete mulheres e JK.

 

 

JÚRI MOSTRA COMPETITIVA DE FILMES DE MÉDIA E CURTA-METRAGEM

Ilana Feldman – é pesquisadora, crítica e professora. Doutora em cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP, com passagem pelo Departamento de Filosofia, Artes e Estética da Universidade Paris VIII, tendo desenvolvido a tese “Jogos de cena: ensaios sobre o documentário brasileiro contemporâneo”. Atualmente, realiza pós-doutorado em Teoria Literária no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP, com pesquisa sobre cinema, testemunho e autobiografia.

 

Marcelo Pedroso – graduado em jornalismo pela UFPE e membro da produtora pernambucana de cinema Símio Filmes. Dirigiu os longas-metragens Brasil S/A; Pacific (2009) e KFZ-1348 (2008) e os curtas Em trânsito e Câmara escura, entre outros. É também pesquisador e educador.

 

Marcus Mello – crítico de cinema, é um dos editores da revista Teorema. Entre agosto de 2004 e março de 2012 foi titular da coluna de cinema da revista Aplauso (edição 57 a 113). Formado em letras, é mestre em literatura brasileira pela UFRGS. Entre 2000 e 2013, foi programador da Sala P. F. Gastal, na Usina do Gasômetro, uma referência do circuito de exibição alternativa na capital gaúcha. Desde maio de 2013, é Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, e atualmente também responde pela direção da Cinemateca Capitólio, inaugurada em março de 2015. Membro da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Tem artigos publicados nos livros Cinema dos Anos 90 (Editora Argos, 2005); Cinema Mundial Contemporâneo (Papirus Editora, 2008); Os Filmes que Sonhamos (Lume Filmes, 2011); Irmãos Coen: Duas Mentes Brilhantes (Caixa Cultural, 2012); Cinema sem Fronteiras – 15 Anos da Mostra de Cinema de Tiradentes: Reflexões sobre o Cinema Brasileiro 1998-2012 (Universo Produção, 2012) e Hitchcock é o Cinema (Fundação Clóvis Salgado, 2013), entre outros.

 

Marília Rocha – cineasta, dirigiu os filmes Aboio (2005), Acácio (2008) e A falta que me faz (2010). Seus trabalhos participaram de inúmeros festivais brasileiros e internacionais e exibidos em museus como MoMA, New Museum (NY) e Musée d’ethnographie Neuchâtel (Suíça) e homenageados com mostras especiais no festival Dokanema, em Moçambique, e Visions du Réel, Suíça. Foi uma das fundadoras do núcleo Teia e atualmente é parceira de Clarissa Campolina e Luana Melgaço na Anavilhana Filmes.

 

Santiago Dellape – é diretor, roteirista e montador há 15 anos. Realizou sete curtas que ganharam mais de 30 prêmios. De sua filmografia, destacam-se Nada Consta (2006) e Ratão (2010), premiados em Brasília e Gramado. Roteirizou e codirigiu o longa documentário Plano B (2013), premiado no 46º Festival de Brasília e no 7º Festival de la Memoria Documental Iberoamericano, no México. É formado em audiovisual e jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), com pós-graduação em artes visuais e gestão cultural pelo Senac. Teve aulas com Robert McKee, Guillermo Arriaga e Fátima Toledo. Atualmente é presidente da Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV), trabalha como diretor e roteirista do Núcleo de Documentários da TV Câmara e finaliza seu primeiro longa-metragem de ficção, Licença Prêmio, com lançamento previsto para 2016.